15 de out. de 2008

Aspectos positivos para comercializar com a Espanha

Madri

Algumas dificuldades para aumentar as vendas externas são: despreparo para atender as empresas internacionais, exigências de design, qualidade e falha na política de marketing das empresas. Uma forma positiva é desenvolver uma indústria com capacidade de agregar valor aos seus produtos, melhorar a política de marketing no mercado internacional, potencialização preços, certificação de qualidade, aumento do número de espécies exploradas e adoção de logística adequada.

Uma importante estratégia é ter como aliado o comércio eletrônico, que relacionado com a propaganda no exterior permite uma abrangência maior de divulgação da marca, porque sem divulgação corre-se o risco da imagem negativa da qualidade dos nossos produtos no mercado. E deixa margem para que os concorrentes estrangeiros difundam uma idéia errada. Entidades ajudam as empresas a ganharem mais espaço no exterior, através da participação em feiras e em muitos eventos internacionais.

A Espanha, como país-membro da União Européia, adota no comércio exterior as mesmas regras da política comercial comum utilizada nos demais países da Comunidade. A AENOR (Asociación Española de Normalización y Certificación) é o órgão credenciado para desenvolver as atividades relativas à certificação de qualidade na Espanha.

A corrente de comércio entre Brasil e Espanha é gradual, porém firme em crescimento diante das mais diversas circunstâncias enfrentadas pela economia brasileira ao longo dos últimos 20 anos. Em 1983 foram negociados US$ 596,4 milhões nas trocas comerciais bilaterais (exportações brasileiras de US$ 526,5 milhões, importações de US$ 69,8 milhões, superávit de US$ 456,7 milhões), verificou-se uma consistente evolução em direção ao recorde no intercâmbio bilateral alcançado em 1999 (total de US$ 2,3 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 1,6 bilhão e importações de US$ 1,17 bilhão).

Desde então as trocas comerciais foram mantidas acima da cifra de US$ 2 bilhões anuais, e no ano de 2002 totalizaram US$ 1,11 bilhão, importações de US$ 975 milhões e superávit de US$ 144,8 milhões. Uma das metas do governo brasileiro é ampliar o número de empresas exportadoras e facilitar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado internacional.

Alguns órgãos atuam em parceira com o poder público e privado e estão adotando em seu trabalho o conceito de “Inteligência Comercial”, ou seja, um trabalho de cruzamento de informações para que os empresários de todo o País possam conhecer mais sobre o mercado internacional. Além disso, trabalham também a imagem do País no exterior e a “Marca Brasil”. Os empresários de todos os Estados terão acesso a dados como: quem está comprando produtos semelhantes aos seus lá fora, quem são seus concorrentes, qual é o preço médio de compra, o que um determinado país poderia comprar da produção do seu Estado e não o faz, e por que isso acontece. Devemos lembrar também do Plano Estratégico de Promoção Comercial, que é uma parceria Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e os diversos setores da economia que mantêm projetos.

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